sábado, 22 de maio de 2010

Ah, meu pesar!

    Incrível! Fantástico! Inacreditável! Não diria estupendo. Há tanto tempo se estuda, há tempo se estima, há tanto tempo tentamos, sem exímio sucesso, compreender, estudar, sintetizar o pensamento humano. Algumas ciências até conseguiram certo êxito nessa espécie de auto-compreensão, entretanto, creio eu, que nunca chegaram perto da verdadeira essência do pensamento humano, se é que existe alguma.
    Contudo, com todo respeito aos centistas, não tem nada de incrível, fantástico, inacreditável nisso, e hoje não me ocuparei destes méritos. Venho dizer sobre o que realmente não é e nem merece ser estupendo. Sobre o quê? Pois bem. É fato que não conseguimos saber com precisão tudo o que estimula e move a mente humana, mas é realmente incrível, volto a reiterar, como ela consegue ser deturpada, alienada em prol de algumas coisas. E isso não é exclusividade de nossas gerações. Desde que o mundo é mundo e o homem é homem, este vem se deparando com determinadas situações que exigem o uso do tão estimado livre arbítrio, não obstante com o passar do tempo tal hermenêutica (assim considero) veio sofrendo mudanças radicais, à ponto de hoje ser uma espécie em extinção na vida do homem.
    Sobre as causas desse malefício? Muitas, mas ao mesmo tempo uma única, o próprio homem, que por sua vez criou instrumentos que viriam a se voltar contra ele mesmo. E hoje, parcela a parcela vai acertando sua dívida para com o mundo que DEUS lhe concedeu e mesmo para os mais otimistas, continuará em débito por um tempo considerável. O homem, ah o homem! Logo este que criou a roda, as armas, a indústrias, as bolsas de valores, os computadores, os rádios, os Ipods e hoje os Ipads! Como viver sem meu Ipod? Me responda como viver sem nenhum destes apetrechos? Eu respondo. À exceção da roda, muitas nações, sobretudo na África, vivem sem nenhum destes tais apetrechos. Eles são magos? São feiticeiros? Como conseguem tal proeza? Se permitem, mais uma vez respondo. Não, não são magos, nem feiticeiros, são simplesmente humanos como nós, pessoas de carne e osso, simples, humildes, porém nobres e conseguem tal proeza porque a riqueza que em abundância nos ilude por aqui é escassa do lado de lá, e se permitem mais uma vez, estes sim guardam a essência - se é que ela existe - do que é ser humano e sobrevivem a esta invasão tecnocrata, aristocrata, plutocrática, falsa democrática todos os dias sem despertar a consciência de quem se preocupa diariamente com as contas que tem de pagar, ou o pior, a consciência de quem pensa em comprar um Ipod, um Ipad, um computador novo, e assim consecutivamente fortalecer a indústria, a bolsa de valores...
    Meus pesares são por estes e por aqueles. Por estes, porque são escravos de um senhor sem rosto, apenas com nome, mas um "Zé Ninguém". Por aqueles, por ter usado a linguagem metafórica quando a eles me referia.

Um comentário:

  1. Meu querido em primeiro lugar vim marcam minha presença em seu ilustre espaço virtual , digo que é bastante agradável ver que o senhor , como já sabia escreve bem , muito bem.
    Claro que minha sobrancelha se levanta quando se fala da questão da essência mas isso não vem ao caso e é claro também que ao tecer uma critica aos Ipads da vida fica difícil de não recordar de um certo senhor Marx .
    Lerei seus posts anteriores com mais calma posteriormente pois estou acabado, culpa de lost , mas entendo que assistir um seriado é algo totalmente dispensável dentro da “essência humana”.
    Vale ainda ressaltar que a ciência é algo muito importante e bom, se bem direcionada,sem ela , estaríamos numa idade das trevas sem fim ,cultuando um (ou mais) deus(es) de pequenas , medias e grandes coisas.
    O que para mim é inadmissível.
    Concluindo a mensagem principal fica aqui , entrei no blog e gostei do que vi.

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