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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Visão
Cego é deficiente visual.
Cego é aquele que não vê.
Cego é aquele impossibilitado de enxergar o que o cerca.
Cego é quem enxerga tudo escuro.
Cego é quem enxerga claro demais.
Cego é quem não quer ver.
Cego sou eu.
Cego é você.
Cego somos nós.
Cego é aquele que não vê.
Cego é aquele impossibilitado de enxergar o que o cerca.
Cego é quem enxerga tudo escuro.
Cego é quem enxerga claro demais.
Cego é quem não quer ver.
Cego sou eu.
Cego é você.
Cego somos nós.
sábado, 3 de outubro de 2009
Eutanáticos
Muito se fala, muito se discute, pouco se conclui sobre o ato da eutanásia. Talvez por ser um assunto delicado, talvez pelo velho hábito de se deixar tudo pra depois.
O fato é que volta e meia nos deparamos com casos críticos de saúde e surge um embate: Concordo, pois cada um sabe o que é melhor pra si, além do que, não gostaria de causar sofrimento às pessoas que me amam se estivesse nessa situação Vs. Discordo, foi DEUS quem nos deu a vida, só ELE pode nos tirar e na hora que bem entender.
Se soubéssemos o quanto fazemos os outros sofrerem direta ou indiretamente, quantas vidas são perdidas sem o consentimento divino, não teríamos esse tipo de questão ainda por definir.
O homem toma tantas decisões sem consultar o todo poderoso, que diga-se de passagem não afetam somente a vida de meia-dúzia, e as que perduram e nos causam mais intriga são entregues a outros homens, que por sua vez, fazem o seu papel, ora com a sua intuição altruísta, ora com a obrigação do seu dever imponente.
Mas e a vida mesmo? Continua a ser oferecida àqueles que supostamente detém a sabedoria do que seria melhor para nós, e assim organizam a nossa aparente e ao mesmo tempo eutanática sociedade.
O fato é que volta e meia nos deparamos com casos críticos de saúde e surge um embate: Concordo, pois cada um sabe o que é melhor pra si, além do que, não gostaria de causar sofrimento às pessoas que me amam se estivesse nessa situação Vs. Discordo, foi DEUS quem nos deu a vida, só ELE pode nos tirar e na hora que bem entender.
Se soubéssemos o quanto fazemos os outros sofrerem direta ou indiretamente, quantas vidas são perdidas sem o consentimento divino, não teríamos esse tipo de questão ainda por definir.
O homem toma tantas decisões sem consultar o todo poderoso, que diga-se de passagem não afetam somente a vida de meia-dúzia, e as que perduram e nos causam mais intriga são entregues a outros homens, que por sua vez, fazem o seu papel, ora com a sua intuição altruísta, ora com a obrigação do seu dever imponente.
Mas e a vida mesmo? Continua a ser oferecida àqueles que supostamente detém a sabedoria do que seria melhor para nós, e assim organizam a nossa aparente e ao mesmo tempo eutanática sociedade.
Gritos e Mãos
Gritos, quase roucos, clamam por socorro, mas não são ouvidos. Mãos calejadas, suplicam centavos. Enquanto isso no túnel do paradoxal que dá na Avenida da hipocrisia, outros gritos, acalentados por um Scotch, exaltam um concerto. E mãos, tão suaves quanto seda, acariciam distintivos que lhes concedem status no país da tolice.
São gritos e mãos - e na verdade muito mais que isso - que aumentam o abismo entre as Vilas da Silva, dos Santos e tantas outras, dos condomínios Luxury House's, Biggies Constructions and Small Owners, dentre tantas mais.
Cada vez mais a esfera se divide. E se choca. E se confunde. E se mata... E desta vez sim, podem ser ouvidos os gritos, porém, gradualmente, as mãos já não podem ser tocadas como antes. Nossas diferenças são tão semelhantes, nossa pobreza é tão rica e tão coletiva, nossa harmonia é tão desarmoniaosa, e nossa vida. E nossas vidas.
Antagonismos à parte, acreditar fielmente numa simples solução como o amor, a paz, ou DEUS, me soa como utopia.
Então o que fazer? Rezar para O Deus, procurar O Amor, encontrar A Paz, mas principalmente sermos um pouco mais de nós mesmos.
São gritos e mãos - e na verdade muito mais que isso - que aumentam o abismo entre as Vilas da Silva, dos Santos e tantas outras, dos condomínios Luxury House's, Biggies Constructions and Small Owners, dentre tantas mais.
Cada vez mais a esfera se divide. E se choca. E se confunde. E se mata... E desta vez sim, podem ser ouvidos os gritos, porém, gradualmente, as mãos já não podem ser tocadas como antes. Nossas diferenças são tão semelhantes, nossa pobreza é tão rica e tão coletiva, nossa harmonia é tão desarmoniaosa, e nossa vida. E nossas vidas.
Antagonismos à parte, acreditar fielmente numa simples solução como o amor, a paz, ou DEUS, me soa como utopia.
Então o que fazer? Rezar para O Deus, procurar O Amor, encontrar A Paz, mas principalmente sermos um pouco mais de nós mesmos.
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