sábado, 3 de outubro de 2009

Eutanáticos

Muito se fala, muito se discute, pouco se conclui sobre o ato da eutanásia. Talvez por ser um assunto delicado, talvez pelo velho hábito de se deixar tudo pra depois.
O fato é que volta e meia nos deparamos com casos críticos de saúde e surge um embate: Concordo, pois cada um sabe o que é melhor pra si, além do que, não gostaria de causar sofrimento às pessoas que me amam se estivesse nessa situação Vs. Discordo, foi DEUS quem nos deu a vida, só ELE pode nos tirar e na hora que bem entender.
Se soubéssemos o quanto fazemos os outros sofrerem direta ou indiretamente, quantas vidas são perdidas sem o consentimento divino, não teríamos esse tipo de questão ainda por definir.
O homem toma tantas decisões sem consultar o todo poderoso, que diga-se de passagem não afetam somente a vida de meia-dúzia, e as que perduram e nos causam mais intriga são entregues a outros homens, que por sua vez, fazem o seu papel, ora com a sua intuição altruísta, ora com a obrigação do seu dever imponente.
Mas e a vida mesmo? Continua a ser oferecida àqueles que supostamente detém a sabedoria do que seria melhor para nós, e assim organizam a nossa aparente e ao mesmo tempo eutanática sociedade.

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