A chama se apagou e não aquece mais.
Talvez porque a lenha que eu trazia era demais.
O silêncio ecoou na marcha fúnebre do que era belo.
A corrente se desfez porque faltava um elo.
Da vida não se leva nem o pó da terra,
todavia de suas lições só aprende quem erra.
Liberdade me diz o que quero ouvir.
Que até certo ponto, posso ir e vir.
Felicidade disse que entre o céu e a terra
existe mais do que o bem e o mal.
Aos passos, sozinho, vejo o que antes não podia ver.
Me imunizei, posso me defender.
Foi tudo tão intenso, virou poesia nesse caderno velho.
E quem diria que o destino fosse nos apresentar uma ironia?
Bem no fundo já sabia.
Um dia transcreveria o fim de toda magia.
E o que me cabia fiz, mesmo não aceitando.
Confesso: não esperava o que foi se dissipando.
Agora, só história.
Que faz parte de mim, mas só parte da memória.
sábado, 7 de novembro de 2009
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